Está me assustando ver televisão nesse verão (agora quase outono) – talvez a estação mais aguardada por todos brasileiros (e muitos gringos, tb). Tenho visto tanta falta de criatividade q penso q o calor fritou a mente de quem idealizou aquelas propagandas (ou tá mais pra chuva q levou?).

Eu vejo a propaganda como uma ferramenta importantíssima na construção da marca, ela é o posicionamento da marca em movimento. É onde a maioria das pessoas entrará em contato com os atributos e, principalmente, com a linguagem visual e verbal da marca. Falo aqui da minha percepção de propaganda em sua forma tradicional (anúncios, spots, vts…), não em ações mais contemporâneas (internet, intervenções, etc…) pq não as analisei.

Dentre tantos, darei um exemplo. Em tempos q se leva o Big Brother Brasil a sério (atenção, guardem as pedras, disse levar a sério, que é bem diferente de assistir; eu mesmo assisto todos, acompanho e curto; tudo depende de leitura e interpretação, eu acho meio sem nexo ter, por exemplo, comentarista de BBB em programas sensacionalistas de outras emissoras), diversas marcas tentam (desesperadamente, diga-se de passagem) nos abordar entre um intervalo e outro, porém existem algumas q apelam para fórmulas pra lá de manjadas.

Já falei aqui o q eu acho das marcas de cervejas brasileiras; a Nova Schin, q destinou um caminhão de dinheiro no lançamento (lembra do “experimenta”?), trouxe o cervejÃO, com diálogos sempre usando o superlativo ÃO. Ué? Mas o Estadão não era o jornal de quem pensa “ÃO”? Tire suas próprias conclusões:

Outro caso que me deixa pasmo é o caso da resposta da Antarctica ao teste cego da Kaiser (veja aqui minha opinião sobre esse teste). Eu gosto do formato da propaganda e não tenho problemas com disputadas declaradas entre marcas. Mas a cervejaria da Ambev (ou Inbev?) utilizou o mesmo formato q Nova Schin (de novo!) veiculou contra a Brahma, no episódio “vergonha alheia” q envolveu o sambista Zeca Pagodinho. Não encontrei os vídeos, mas certamente ninguém esquece aquele vexame.

O q eu quero aqui não é atacar a propaganda. Muito pelo contrário, o trabalho de propaganda é tão importante para o de branding, quanto o de branding para a propaganda. São interdependentes. Um projeto é parte do outro, um ciclo contínuo. O q eu acho é q ainda tem muita agência de propaganda q não abriu os olhos para isso. Tb tem muita consultoria de branding q não quer enxergar isso. No final, o cliente sai ganhando com isso?

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