Não sei se alguém tem dúvida disso. Uma marca pode ter um bom posicionamento, uma identidade corporativa inspiradora e relevante, uma comunicação que consegue entregar todos atributos, mas se não tiver um bom produto não adianta. As pessoas não querem saber de produtos ruins.

Temos vários exemplos e o q me fez escrever sobre isso foi justamente uma das marcas que me dá mais calafrios, a Fokker.

A empresa, pioneira da indústria aeronáutica, construiu aviões para a 1ª Guerra Mundial. Ficou famosa pelo modelo DR1, com metralhadoras frontais – tendo o lendário Barão Vermelho como piloto.

Porém, a percepção que todos temos sobre a marca ainda é de tristeza. E de acidentes causados a partir de falha mecânica. Um acidente aéreo desgasta não apenas a imagem da fabricante da aeronave, mas também da companhia aérea, do governo local e (pq não?) da classe de pilotos e comandantes.

A TAM, companhia que utilizava os modelos da empresa holandesa, trocou toda sua frota a partir dos acontecimentos trágicos. Hoje, no Brasil, a Ocean Air utiliza o Fokker 100 em seus trechos.

E justamente hoje um avião Fokker 100 realizou um pouso de emergência na cidade alemã de Stuttgart. Mais uma ocorrência com aviões da marca, adquirida pela Stork em 1996.

Na minha humilde opinião, ao perceber o problema, a empresa deveria ter recolhido de circulação (ou substituído) os modelos. O que evitaria mais desgaste para a marca e menos perigo para a humanidade. O q (acredito eu) poderia resgatar um pouco de seu prestígio.

Existem vários exemplos de produtos que prometeram, não entregaram e comprometeram sua marca. Me lembro de alguns exemplos no Brasil como Seven Up, Cherry Coke, KFC, entre outras.

Premissa básica: um produto q não entregue (a marca sozinha não fará isso) está fadado ao fracasso. Da mesma forma q um produto não sobrevive sem uma marca relevante, uma marca não sobrevive sem um bom produto.

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