Esse texto surgiu de uma conversa com meu camarada Rafa Campoy no Facebook.

Antes de tudo vamos conceituar. Pra mim, marca é experiência. Ali a pessoa se identifica e traduz sua personalidade, pois uma escolha é sempre uma exposição da individualidade. Ela só se associa a uma coisa q acredita muito. Ou se torna inimigo de algo q não foi bom – o q, diga-se de passagem, é muito mais fácil de acontecer. Todo esse processo é muito mais carregado de elementos antropológicos, sociológicos e psicológicos do que de comunicação ou design. Portanto, na minha visão, o branding vai muito além das fórmulas prontas das consultorias (vem aí meu Manifesto sobre isso – propaganda, rá!).

O fenômeno q podemos acompanhar em qualquer noticiário desses dias sobre o lançamento do iPad 2 tem muito a ver com isso. Pessoas q reconhecem nos produtos da Apple valores e crenças em comum com as suas. Envolvem-se e tornam-se adeptos.

Acredito sim q a maioria das pessoas busca esse produto apenas por uma realização consumista ou por querer passar uma imagem, através do objeto, daquilo que ela não é. Mas não podemos generalizar, há pessoas q estão ali por um bom propósito. Eu mesmo, q modéstia a parte me considero uma pessoa razoavelmente bem resolvida, estaria ali se tivesse me planejado pra isso.

O consumir, querer ter algo, não é um pecado quando há um objetivo pra isso. Todos consumimos afinal, sejam produtos ou ideais. Tive uma professora na faculdade q dizia algo extraordinário e q cai muito bem nesse momento: “nada é alienável para quem está ligado”.

 

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