Tempos chatos esses em q a patrulha do politicamente correto está alerta a todo segundo. É muita imposição de regra, muito “drauzio-varellismo” para nossos fígados metabolizarem. Definitivamente não gosto disso. E fica pior qndo isso chega até a comunicação – nem vou falar de comédia, pq acho um absurdo e não vem ao caso.

Olha o caso do anúncio acima, do azeite Gallo. Pode não ser um primor de criação, mas tb não é caso de preconceito racial. Ou quer dizer q palavras como escuro, negro, preto serão excluídas do nosso vocabulário cotidiano? E tem outra coisa: alguém já viu segurança de terno cinza, branco, bege? É bem provável q não. No geral, seguranças utilizam ternos pretos, no máximo azul escuro. Dizer q o vidro escuro traria segurança ao consumidor, pois preserva a qualidade, é até uma homenagem a esses profissionais q trabalham duro pra assegurar a ordem. Achar q isso é algum tipo de referência à cor de pele soa, pra mim, uma baita viagem.

Pra mim, esse filme da Hope foi um dos mais injustiçados. Ao meu ver é genial, mas foi taxado de sexista. Enfim, cada um veste a carapuça q serve. Continuo achando uma ótima sacada com bom humor.

Por fim vem esse do churrasco vegetariano da Antarctica Sub Zero. A tal da válvula q “processa o subzero” já vem aparecendo há algum tempo. Se está dando certo, é justo continuar. Sinceramente não vejo nada contra os vegetarianos ali. Achei ruim. Criativamente ruim (existe isso?). Mas longe de ser um desrespeito aos anti-carnívoros. Apenas tentaram fazer algo engraçadinho, mas q não deu certo.

Acho q o problema todo não está na concepção da comunicação, mas em nossa cultura atual. Ficamos preocupados com ofensas tão pequenas enquanto muita coisa grande continua esquecida e acontece embaixo do nosso nariz. Cabe a nós, comunicadores, ficar atentos a esse tipo de movimento – assim como qualquer outro q uma sociedade faça – para não cair em armadilhas, mesmo quando em posse de desenvolvimentos valiosos.

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