Não entendo como ainda é possível encontrar, em pleno século 21, em um contexto econômico e ambiental desfavorável, empresas que insistem na panfletagem como ferramenta de divulgação de seu produto/marca.

Mesmo porque essa forma de trabalhar o público, que pouco tinha eficácia, hoje em dia perdeu ainda mais o sentido. Em São Paulo, com a Lei Cidade Limpa, o número de abordagens diminuiu bastante. Mas ainda ocorre em alguns semáforos, entradas de shoppings, etc. Porém no interior (situação que conheço bem) essa prática é constante.

O empresariado precisa entender que isso só enfraquece o negócio, pois simboliza o desperdício de dinheiro, matéria prima e tempo. Além de enfurecer muitos motoristas. Imagine que a empresa, além da concorrência natural do mercado, ainda tem que disputar espaço no semáforo com malabares, crianças carentes, ambulantes vendendo tudo o que é possível. É, no mínimo, desagradável.

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Os supermercados e seus jornais de ofertas são os campeões desse formato de divulgação. Pior é para quem mora em residências que quando chegar sabe que todos concorrentes deixaram sua contribuição contra o meio ambiente em sua varanda. Creio que somente os mais velhos (e os designers precisando de uma amaciada no ego) ainda utilizam os jornais para procurar os produtos em oferta na semana. Será que as grandes redes atuam da mesma forma no exterior? Porque não criar formas de envolver (e fidelizar) os consumidores? – Confúcio já dizia: “(…) envolva-me e compreenderei.”

Acredito que a empresa com o posicionamento voltado para a sustentabilidade e que perceber esse gap pode fazer uma ação contrária ao movimento, o de recolher os papéis e lixos dos motoristas e encaminhar para a reciclagem. Além de fortalecer a conexão com sua marca, ainda prestaria um serviço de utilidade pública.

Enquanto isso vou fazer como um amigo disse: “pego somente o folheto da cigana pra ela não fazer macumba pra mim.”

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