Lá vamos nós mexer novamente em velharia. Teste cego já foi feito, usado, reutilizado, reciclado e nunca deu certo. Nunca. A Coca Cola sabe bem disso ao acreditar nesse tipo de amostragem para criar um fracasso chamado New Coke (sim, no teste cego deu Pepsi). E agora a Kaiser ressuscita essa fórmula.

Antes de mais nada precisamos dizer q, um produto não é feito apenas do próprio componente (no caso da cerveja, não é apenas o líquido q importa). Precisamos levar em conta fatores q são subjetivos, mas determinantes para experiência de marca, como a embalagem, a comunicação, o logo, o ponto de venda e principalmente (e aí uma variável meio incontrolável) o contexto em q a pessoa se relaciona com o produto. Não estou dizendo q um produto bom não faz diferença, claro q faz! O q eu quero deixar claro é q a percepção, nesse caso, está muito além disso.

Com isso na mesa, como é q vamos acreditar num teste cego feito num momento de sazonalidade (verão e festas; vai ser muito fácil justificar q a campanha deu resultado nas vendas!) e sem levar em conta esses fatores já expostos aqui (q fazem q o teste não seja nem turvo, quanto mais cego)?

Um lamentável apelo da propaganda para dissimulação. Pq não canalizar esforços (e investimento) para construir os atributos reais dessa marca?

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