Essa frase está entre aspas pq eu nunca assumiria uma heresia desse tamanho. Ela foi dita por um colega semanas atrás – e tanto não vejo sentido na colocação, que está ecoando em minha mente até agora a ponto de surgir esse post.

O maior erro, entre tantos, que vejo nesse tipo de colocação é ter uma pronta resposta sobre um tema. Eu acredito que jamais um profissional envolvido em nossa área de atuação deve emitir uma afirmação com tamanha certeza sem ter uma ideia do panorama geral, sem buscar informações em um diagnóstico ou uma investigação. Mesmo que esse profissional estiver envolvido com a comunicação, marketing ou estratégia do negócio, ele não terá percepção externa suficiente – e por isso, muitas vezes, busca-se uma consultoria. Esse tipo de expediente, que não passa de um artifício na tentativa de impressionar, é como tentar acertar uma flecha na maçã de olhos vendados.

Talvez, realmente, seja um passo grande para a realidade de algumas empresas – o planejamento vai mostrar bem isso. Mas geralmente uma estratégia de SEM (Search Engine Marketing) precisa entrar já no início dos pensamentos. Porque, se para a empresa o Google (aqui ilustrando todo universo das buscas online) é um segundo passo, para grande parte das pessoas do mundo – incluindo, quase certamente, diversos clientes desse colega – ele é o primeiro passo.

Existem coisas que não há necessidade de falar, mas vamos lembrar: antes as pessoas utilizavam a lista telefônica pra buscar algo. Haviam (acho que ainda existem) anunciantes nas listas amarelas, que pagavam para aparecer lá na esperança que fossem escolhidos. Sua segmentação era regional (cada lista de uma localidade), em ordem alfabética e com a possibilidade de anúncios diferenciados pagando um pouquinho mais. Atualmente, com o marketing digital, as pessoas recorrem aos mecanismos de buscas da internet – e o Google é praticamente unanimidade nisso (pelo menos por enquanto). Os anunciantes utilizam palavras-chave, anúncios, segmentação muito bem analisados e pensados para tornarem-se relevantes para sua busca. Além do trabalho de SEO (Search Engine Marketing), que é essencial para otimizar o posicionamento na busca orgânica (não paga).

Meu ponto principal nesse artigo não é deificar o Google (apesar de achá-lo divino, sim…), mas apontar como é importante deixar de lado a visão de quem comunica para enxergar o comportamento de quem recebe sua comunicação: em um planejamento estratégico, como é que deixamos para segundo momento o que é o primeiro momento para as pessoas?

 

 

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