Vivemos em uma época em que as fusões e aquisições entre empresas ocorrem a todo instante. É um caminho (quase que natural) para a consolidação do mercado. A última (?) delas é entre a VW e a Porsche, mas já assistimos Gol X Varig, Itaú X Unibanco, Perdigão X Sadia…

O que podemos perceber, principalmente no Brasil, é que ainda existe muita confusão nesse tipo de ação. O empresariado e os executivos ainda mantém o foco apenas nos ativos controláveis (como dívidas, faturamento, share…) e esquecem de uma parte (mais que) importante em qualquer processo, as pessoas.

Primeira coisa importante: uma marca é intangível, logo ela somente existe na cabeça das pessoas. E essas são os principais embaixadores (a favor ou contra) desse legado. É para eles que a marca é construída.

O que vejo hoje é que, como o negócio sobrepõe as pessoas, muitas fusões não “dão liga” pq não tiveram o devido cuidado com os colaboradores e muito menos com consumidores. O caso da Gol X Varig é um bom exemplo. Quantas vezes a gente não ouve por aí que “acabaram com minha Varig” ou que os vôos da Varig agora já tem “aeromoças de laranja servindo barrinha de cereal”. Outro caso ainda foi o impacto que a negociação da Inbev/Ambev com a Anheuser-Busch gerou na comunidade local.

Por saber da importância que todos públicos tem para que o processo de fusão ou aquisição tenha êxito e seja sustentável que eu insisto sempre na frase do pensador Confúcio: “Conte-me, e eu vou esquecer. Mostre-me, e eu vou lembrar. Envolva-me, e eu vou entender.”

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