Essa é uma questão de resposta única há um tempo atrás: “o consumidor brasileiro não gosta de briga entre marcas”. Isso fora tantas vezes repetido q virou verdade.

Quem não se lembra do (talvez o mais) polêmico caso entre Zeca Pagodinho x Nova Schin x Brahma lá no longíquo ano de 2003?

Depois disso a economia brasileira mudou bastante, está mais sólida e com diversas possibilidades. E nesse momento presenciamos novamente algumas brigas entre marcas em nosso país. As duas maiores acredito q são: Santander/Real x Itaú/Unibanco e Rayovac x Duracell.

A primeira, entre duas das maiores instituições financeiras do país, não tem exatamente uma faísca q indica o início (quem sabe a corrida pela integração durante as fusões). Mas, como mostramos aqui (e tomamos partido), os espanhóis (agora sustentáveis) chamaram o banco dos clãs Setubal e Moreira Salles para o desafio. O Itaú briga com o Bradesco pela liderança do mercado nacional e esse movimento do Santander pode ser para tentar se colocar ali entre eles – ou, numa visão um pouco mais romântica, para mostrar as pessoas q são mais Banco Real q Santander.

Fui pego de surpresa no PDV pelo segundo desafio. Não acreditei na coragem da Rayovac, famosa pelas suas amarelinhas baratas, em partir para cima da Duracell, q se posiciona como a energia mais duradoura (até no nome). Logicamente q a Rayovac não entrou na briga com as amarelinhas, mas com suas alcalinas. O q vai sair daí não sei, mas o movimento parece forte com hotsite no ar, twitter e muita campanha (principalmente no ponto de venda, o momento de decisão da compra).

Percebendo isso e não vendo reações adversas como no passado, passei a refletir sobre a pergunta q está no título: será q o amadurecimento da economia leva ao amadurecimento dos consumidores e, por consequencia, a tolerância aos embates entre marcas no mercado?

A concorrência geralmente beneficia quem consome, então só nos resta assistir.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...