Bom, serei mais um a falar desse assunto. Tardiamente talvez. Quero deixar claro no início que não irei abordar os aspectos políticos e sociais dos atos, mesmo sabendo q estão estritamente ligados à construção da marca. Muitos profissionais dessas áreas já exploraram o assunto com competência. Eu vou opinar sobre desenrolar dos fatos a partir da visão de marca, percepção de atitudes q geram valores.

Acho q temos um case para universidades de comunicação de como não fazer uma gestão de crise. Todo esse trabalho inicia-se após o fato. Primeiro ponto: a universidade não tinha nada a ver com a história inicialmente, a não ser pelo local do evento, mas quis puxar pra si o caso. Foi praticamente um jet ski puxando uma âncora de transatlântico.

Com o fato ainda fresquinho na cabeça das pessoas, a Uniban tomou a decisão de expulsar a aluna q foi atacada. Então quer dizer q, fica do lado do agressor, contra a minoria. Gente, historicamente o brasileiro é sempre a favor do menor, da zebra, o futebol é um ótimo exemplo (todos querem ver o Asa de Arapiraca ganhar do Palmeiras, o Cianorte do Corinthians).

Como se fosse natural, eles continuaram com os anúncios na TV. Qualquer livro básico de comunicação diz que, em momento de crise, as propagandas devem ser suspensas. Imagine empresas como a TAM ou a Gol fazendo seus lindos reclames durante o intervalo de um noticiário sobre uma tragédia aérea da própria companhia. Não dá, né? Pense então num anúncio da Uniban no intervalo da reportagem investigativa sobre esse caso.

Peço licença para abrir um parênteses: (Achei muito estranha a postura conivente da Globo de manter-se neutra na reportagem de domingo, no Fantástico. Justo o Fantástico q é instigado pelo jornalismo investigativo. Seria para não ferir um anunciante?). Fecha parênteses.

Para piorar, a universidade revogou a decisão de expulsar a estudante. Sem ao menos reconhecer o erro, a Uniban, por meio do seu reitor, emitiu uma nota contradizendo-se. O q reflete (para quem não conhece) uma falta de comando, afinal é uma decisão q foi anulada.

Como é q uma empresa de educação desse porte, que se propõe a disponibilizar conhecimento para os jovens através de cursos do ensino fundamental, médio, graduação e pós graduação, deixa-se levar por erros praticamente infantis no processo de comunicação em um momento tão delicado. E olha q nem entro no mérito de quem está certo ou errado. E fica minha dúvida: como é que alguém vai pleitear cursos de Comunicação Social dessa instituição depois de tudo isso?

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