Que eu me lembre, a primeira vez que eu vivenciei uma customização, de certa maneira, foi na escolha do meu primeiro carro: Cor? Ar? Direção? Vidros elétricos?  Mas tudo demorava uma eternidade para acontecer.

A popularização do termo customizar ou personalizar, ocorreu na moda. “Customize sua camiseta, seu tênis, sua calça jeans. Olha que incrível, tudo do seu jeitinho”. E quando tudo parecia ter saído de moda, eis que a cada dia aparece uma possibilidade inusitada.

Um clássico (e extremo) exemplo, é a loja American Girl. Pensar nessa loja, na verdade, me dá um certo calafrio. #medo  Além de customizar a própria boneca (raça, cor de olhos, cabelos, modelito etc), a criança ainda pode comprar a sua roupa igual à da boneca e ir tomar um chá da tarde, em um salão com cadeiras paras as bonecas sentarem tb. Isso, só pra começar a descrever a gingantesca loja, que oferece inúmeras possibilidades de bitolação, ops, quer dizer interatividade. Visitei a loja de Chicago e saí meio zonza de lá.

Mas, quero mesmo é citar alguns dos últimos exemplos que vi por aí e achei muito bem-vindos e bacanudos.

Na conceitual Colette, de Paris, você pode fazer sua própria frangrância de perfume e (mais uma vez na vida) ficar com seu próprio cheiro! O frasco é clean & cool e vai com o seu nominho impresso no rótulo descritivo.

A marca de cosméticos Prescriptives, deixa você montar seu próprio creme facial. #uau Primeiro você define o tom exato da sua pele, para depois adicionar o que mais te interessar: Filtro-solar, anti-aging, hidratante, oil control, tonificante e por aí vai. Você registra o seu “blend” e depois pode mandar fazer de novo, pela internet mesmo.

Olha aqui em baixo, em detalhe, alguns ingredientes.

Meu amigo Pedro, que voltou da Alemanha há pouco, me contou de seu site preferido para tomar café da manhã: MyMuesli. Lá você escolhe a base do seu cereal (Crunchy & Oat, Tropica, Chocolate Dream etc – sim, eles estão trabalhando naming, direitinho!), fortifica ao seu paladar, adiciona frutas secas, depois ainda pode colocar nuts e sementes e depois (de novo depois já que são muitas etapas!) tem extras incríveis como Organic Gummi Bears e Sultan Chocolate! A experiência de compra é realmente deliciosa, mas não se empolguem muito, pois ainda não entregam aqui no Brasil.  :(

Adorei a ideia porque assim eu não precisaria mais ficar caçando as uvas-passas do bowl do meu filho. Em outras palavras, aquela sensação muito comum, de que algo ainda poderia ser melhor, em determinado produto, praticamente desaparece.

Nestes casos que ocorre, é que realmente a experiência de compra passa a ser única. A empresa proporciona às pessoas (gosto sempre de lembrar que o consumidor é uma pessoa) a possibilidade de ter acesso a um produto de alta qualidade, sem deixar de lado o aspecto de exclusividade. Em alguns casos, adicionado ao “hand made”, até preços acessíveis.

Acho meio feio saber que as marcas ficam buscando um em apelo emocional, mas isso que elas tanto almejam é alcançado, pois nestes casos o sentimento de propriedade é grande. Naturalmente as marcas passam a conhecer melhor a preferência das pessoas e tem a oportunidade de fidelizá-lo.

E pensando um pouquinho fora da caixa, mas ainda falando de emoção, acho mesmo que essa maneira criativa como as marcas estão possiblitando a customização de seus produtos é bem punk, pois remete à famosa atitude rebelde, que é o DIY, do termo inglês Do It Yourself! – ou seja, é um “Deixa que eu faço do melhor do meu jeito$^&#%%1@*!!” Quer maior liberdade de expressão, de prateleira, do que essa?  ;)

E claro, a medicina genética também quer a sua fatia dos customisáveis!!! #muitomedo

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