As grandes marcas investem um caminhão de dinheiro para exposição nas temporadas da Fórmula 1. A maioria delas ligadas ao automobilismo, como um apelo de desempenho para seus modelos que são comercializado para o grande público. E temos grandes casos que deram certo. A Ferrari construiu grande parte de sua reputação com os famosos carros vermelhos, tantas vezes velozes e muitas vezes campeões. Fangio, Prost, Schumacher são alguns dos grandes nomes também construídos à sombra da escuderia. Hoje a marca de carros é sinônimo de status e desempenho. Ter uma Ferrari não é pra qualquer um. A percepção para quem tem uma é pilotar máquinas já conduzidas por esses grandes esportistas.

A Bridgestone também é um exemplo de marca que usou a categoria para alavancar sua percepção de valor para além do Japão. Apareceu muito durante a guerra de pneus com a Michelin. Levou a melhor ao ser associada com a campeã Ferrari (leia-se Schumacher tb) e tornou-se fornecedora exclusiva até 2010. Tudo isso sempre reflete em suas ações com o público final. Afinal, quem não quer usar o pneu campeão de uma das mais importantes categorias do automobilismo?

São diversas marcas que utilizam o universo da F1 para reforçar sua personalidade. Alguns exemplos são a Marlboro (quando era permitido), a Mercedes na McLaren, a Shell junto à Ferrari, a Petrobras como fornecedora da Willians (era impossível não enxergar o mecânico com macacão verde e amarelo durante o reabastecimento), entre outras.

Outro fator importante nesse tipo de apoio é a ligação da marca à nacionalidade dos pilotos e/ou equipes. O Santander, banco Espanhol, patrocina o Fernando Alonso. O Banco Nacional patrocinou Senna durante muito tempo. Vodafone patrocina a também britânica McLaren. Também tem as escuderias com nome da própria marca, como a Red Bull e a Toyota por exemplo.

Tracei todo esse cenário para deixar claro como a (ainda) suposta batida solicitada pela equipe ao piloto Nelsinho Piquet afeta a marca da Escuderia e, consequentemente, a fabricante de automóveis. Da mesma forma que a exposição na categoria automobilística ajuda a construir atributos (como quando foram campeões com Fernando Alonso), um erro como esse mancha toda ação. Como é possível convencer alguém investir seu suado dinheirinho em um carro cuja marca utiliza subterfúgios ilícitos para favorecer um de seus pilotos?

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