Li um post interessante em um blog espanhol que visito periodicamente que dizia um pouco sobre as marcas que atacam os concorrentes.

Lá, como cá, não é comum (salvo algumas exceções) que as marcas entrem em conflito direto na frente dos consumidores. É como se duas pessoas resolvessem se “estapear” na rua, no horário de rush. E a comparação óbvia de onde isso acontece com frequência são os EUA, onde grandes marcas – como Coca Cola e Pepsi, Mac e Microsoft, a mais recente entre Dunkin Donuts e Starbucks e (porque não?) democratas e republicanos – sustentam brigas históricas.

Por acaso li recentemente em uma Superinteressante a história da rixa entre Adidas e Puma. Porém aí é mais uma briga familiar – entre os dois irmãos detentores das marcas – do que mercadológica. Mas inclui capítulos de envolvimento político (com o nazismo) e até a “traição” do neto do fundador da Puma ao assumir a presidência da Adidas. Cinematográfico.

Por aqui a história mostra que essa estratégia quase sempre acaba mal. A Nova Schin que o diga. Protagonizou um dos mais recentes rounds pelo consumidor juntamente com a Brahma. Tudo por causa do garoto propagada, no caso Zeca Pagodinho. Outra que recentemente apostou nessa fórmula foi a Amanco, só que a Tigre, corretamente, não entrou na onda. Também existe no Brasil as rusgas entre a Coca Cola e a Pepsi (como Ambev), só que essa fica velada entre os colaboradores. Por enquanto.

A grande questão que o autor inteligentemente propõe é que marcas líderes nunca devem atacar nem retrucar as investidas da concorrência, porém as marcas emergentes podem se utilizar dessa estratégia para gerar discussão e buzz. Será mesmo?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...