É frequente ver as marcas de cervejas figurando entre as mais valiosas do nosso país. Sempre que me deparo com isso coço meus olhos para ter certeza que não estou sonhando. Se por qualquer motivo essas marcas cessarem os altos (altíssimos) investimentos em propaganda (principalmente na TV), teriam muita dificuldade de manter-se no mercado.

Lembro q falo aqui sobre as marcas nacionais. No cenário internacional existem várias marcas com alto valor agregado. Como a Guiness, marca irlandesa criada em 1759 que dispensa apresentação e até hoje é sinônimo do país e de boa cerveja, e que criou também o livro dos recordes (Guiness World Record Book). Ou a americana (ou tcheca? ou abrasileirada?) mais vendida do mundo, Budweiser. Ou ainda a holandesa Heineken que, além de utilizar associação constante com esportes para se promover, ainda mantém um museu interessantíssimo q funciona em seu secular prédio de fundação, em Amsterdã e investe na concepção do Heineken Bar para difundir a experiência da marca.

Podemos perceber que, fora do Brasil, as marcas de cerveja fazem parte da história e, apesar de terem mais tempo para construir sua imagem, apostam sempre na potência e tradição de suas marcas para relacionar-se com as pessoas.

Bundas, peitos, pernas, piadinhas (muitas vezes de mal gosto) não são a base ideal para uma marca q pretende ter um relacionamento de valor com as pessoas. Gerar buzz é bom para uma ação pontual, mas não para gerar fidelidade. Porque, então, insistir em velhas (e cômodas) fórmulas?

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