Inspirado por uma conversa com meu amigo Rafa Campoy, resolvi fazer o q esse espaço propõe: uma análise. Da lista top 10 da Superbrands.

Inicialmente vale lembrar q em todas metodologias q conheço (Interbrand, Brand Analytics/Milward Brown, Brand Finance) há um momento em q a análise fica tão subjetiva q é possível sugerir qualquer cenário para o ranking final.

Minha percepção é q na lista das marcas da Superbrands há coisas estranhas. Como podemos sugerir q a Mercedes-Benz seja mais forte no Brasil q a Fiat e Ford, principalmente no momento em q o governo subsidia o preço de venda? Ou seja, se temos carros mais baratos, a venda cresce, e a percepção de marca é maior. Ou até mesmo mais forte q a Chevrolet, q tb inunda as mídias com suas propagandas.

Certamente a Rede Globo é uma instituição muito forte. Mas será q tem a marca mais forte do q a Unilever ou Google, por exemplo? Uma instituição forte não significa uma marca forte (lembre-se da relação Sadia e Perdigão).

Falando em Unilever, será mesmo mais forte a marca corporativa do q a marca OMO? Meio difícil de acreditar.

Tb não consigo digerir a presença do Bradesco e as ausências de Itaú, causada pela fusão com o Unibanco segundo o responsável pela pesquisa, e tb do Banco do Brasil, q recentemente comprou a Nossa Caixa. Não é possível q essas decisões venham tão carregadas de prejuízos para as duas organizações.

Pra terminar, não vejo justificativa para q as marcas Petrobras e Vale, empresas q são símbolos desse momento de prosperidade q estamos vivendo no país, estejam fora da lista. Será q elas tem menos força q a Rede Globo, por exemplo?

Não quero aqui desqualificar o trabalho de ninguém. O intuito não é sair falando mal. A idéia do Garimpo é fomentar o branding de forma sustentável. Como não vejo isso aqui, senti-me na obrigação de fazer essa análise. Infelizmente muito doída pra mim, mas real.

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