Ontem estivemos no evento promovido pela revista abcDesign. Nós e todo mercado de branding, diga-se de passagem.

Fizemos uma mini cobertura ao vivo, via twitter, durante as palestras e debates.

O primeiro palestrante, Karl Heiselman, CEO da empresa, foi mais focado no negócio – segundo ele, o desejo é sempre falar sobre design, apesar dele chamar o q fez de “designing businesses”.

Na minha opinião foi excelente. Falou bastante sobre o processo. O q mais me impressionou foi quando ele expôs q não há uma abordagem padrão ou uma metodologia de desenvolvimento dos projetos – algo q todos escritórios/studios q conheço buscam incansavelmente.

Outra coisa q me chamou bastante a atenção foi qndo ele disse q não é a imagem ou o logo de uma marca q farão as pessoas definir se gostam ou odeiam-na. O q leva a isso é a experiência q temos com elas. Maduro e verdadeiro, talvez até óbvio – mas aqui essa visão ainda está processo de maturação, nem agências nem clientes entendem.

A segunda atividade da manhã foi a palestra da Diretora de Criação da Wolff Olins em Londres, a brasileira Marina Willer.

Ela direcionou a palestra bem mais para o design, explanando sobre projetos q esteve envolvida e todo seu processo. Muito bacana!

Ficou a nítida impressão q cada vez mais o design caminha para ter sistemas abertos e colaborativos de identidade e linguagem visual. Acho q sair do plano cartesiano dos manuais de marca atuais é uma enorme evolução, mas vai ser bem doído.

Por fim, tivemos o debate. Q para mim foi uma grande decepção!

Eu esperava ansiosamente por uma discussão mais profunda sobre a importância e o papel das marcas. Mas com um mediador q parecia em letargia pós-almoço, os temas ficaram dispersos e a conversa superficial. Com tanto talento e experiência juntas num mesmo palco, achei um grande desperdício.

O ponto alto foi a conversa sobre os projetos para os Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, desenvolvido pela Wolff Olins, e de 2016 no Rio, desenvolvido pela Tátil – ambos representados. Ficou claro q a grande diferença entre elas é q a de 2012 tinha q ser algo para simbolizar a união entre nações, sem definir símbolos nacionalistas, por isso tinha a possibilidade de ousar, quebrar códigos de design  – nisso, ao meu ver, o conceito de pangéia é perfeito – e 2016 precisava ser um marco desse momento histórico (e fantástico) para o Rio e para o país, por isso tinha q estar próximo do povo, da cultura e dos símbolos brasileiros – o q tb satisfaz com perfeição.

Eu acredito q eventos como esse deveriam acontecer com mais frequência (a própria promotora já fez um teaser sobre algo q vai ocorrer em outubro, q já estamos na expectativa), pois é uma oportunidade de rever colegas, aumentar o network, saber do q acontece no mundo e isso só ajuda no fortalecimento do nosso (ainda pequeno, mas com grande potencial) mercado. Muito bom!

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