Agora que o assunto “propaganda da Fátima Bernardes para Seara” está adormecido, baixou a poeira, vale comentar algo.

Realmente a imagem da apresentadora era algo preservado por muito tempo, por conta de seu trabalho jornalístico (que requer isenção e imparcialidade). E por causa dessa ‘virgindade’ houve muito cuidado na escolha de sua ‘primeira vez’. Começando pela emissora, que ainda pode vetar iniciativas que entende ser prejudiciais ou desconectadas com a apresentadora e seu programa. E também pela própria Fátima, que sabia o barulho que geraria sua entrada e por isso negociou muito bem sua fatia.

O que me deixou cismado foi o motivo que a Rede Globo, diferente daquele caso entre a Vivo e o Tufão (Murilo Benício), liberou a personagem Fátima Bernardes (parto do princípio de que todos entendem que ela trabalha a partir de uma personagem que não necessariamente tem tudo a ver com a personalidade dela) para apresentar os produtos. Ela cita claramente seu programa atual, seu passado e incentiva a mudança de hábito do consumidor, assim como ela mudou o tipo de programa que coloca-se a frente.

Sinceramente acho muito bacana a Fátima Bernardes emprestar sua credibilidade, moldada e resguardada por tanto tempo, para apresentar e endossar produtos. Vejo como um caminho natural e uma sacada inteligente dos criadores.

Também acho muito mais interessante (e criativo) utilizar uma personagem para comunicar/avalizar um produto do que a celebridade em si – como no caso do Tufão. Entendo a questão de direitos autorais levantada pela emissora, mas qual celebridade não teria direito sobre autoria da personalidade que trabalha arduamente para cunhar na mídia?

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