Ontem, na volta pra casa, me deparei com um enorme outdoor (isso ainda existe!) contendo um QR (Quick Response) – aquele código de barras para ser escaneado por celulares.

Logo me ocorreu uma dúvida: será q as pessoas criaram e aprovaram isso pela inovação ou pela interação?

Sem querer adivinhar, vou focar em meu primeiro questionamento. Mas antes de tudo, para alinhar o assunto, gostaria de abrir um parênteses: Ribeirão Preto é a “cidade de serviços” com os piores prestadores de serviços q já tive contato. Apesar da economia ser baseada nesse segmento (o agronegócio mesmo acontece em outras cidades da região), não há esforço para o melhor atendimento e a entrega básica da promessa. Fecha parênteses.

“Inovar” com algo q já foi usado do mesmo modo (propaganda) no Brasil (lá em 2007) é complicado. Mas talvez não para esse mercado q está inserido. Eu tenho a real sensação q, apesar de Ribeirão Preto ser uma cidade com alta capacidade e estar em uma região repleta de oportunidades, as coisas demoraram mais pra chegar até aqui (pelo menos na nossa área). E isso é culpa das pessoas – daquelas q criam e daquelas q aprovam. Das primeiras por dar, muitas vezes, preferência por aprovar algo rápido, pelo valor da produção e veiculação, ao invés de apostar e defender influências de vanguarda ou em algo mais alinhado com o contexto da marca. De quem aprova por muitas vezes não dar abertura e/ou ratificar ideias diferenciadas (mesmo qndo parcimoniosas). Das duas pela resistência (e insistência).

Lógico q isso não se estende a todas. Percebo lapsos em algumas empresas, como a Rebellion (ainda não conheço, mas a iniciativa do Social Web Day foi interessante) e a Ow – não conto a Commgroup pois considero-os um player maior, com abrangência internacional.

Isso me remete a um caso q vivi. Certa vez, ainda morando em São Paulo, fiz um freela para um cliente daqui – salvo engano, tb no ano de 2007. Montei todo conceito da comunicação baseado em sustentabilidade. Não foi surpresa a não aprovação. Surpresa foi ver, dois anos depois, as empresas falando no tema como se fossem pioneiras.

Será q ainda é possível sacudir essa poeira? Talvez falte um CoolHow aqui!

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