Muitas marcas buscam, em sua exibição constante nos meios de comunicação, o endosso de alguém famoso. Talvez pela crença na aderência da imagem, dos valores, ou de estar na moda, junto a quem mais aparece, enfim.

Acontece q propaganda por propaganda não adianta. As pessoas esperam o mínimo de envolvimento, proximidade e interesse do “endorser”. Não dá pra fazer o q ele não acredita. Vai soar falso e piegas. E vai ficar feio para as duas partes. De quem está mentindo e de quem está fazendo o astro mentir.

E não é q encontrei (por uma dica da Maria Rita), no blog Pimenta no teu é refresco (sugestivo!), um flagra da Glória Pires – garota propaganda da coleção de inverno 2011 da Arezzo – fazendo compras na Capodarte, concorrente direto no segmento.

Ela, como qualquer pessoa, tem o direito de ir e vir para onde quiser, comprar o q quiser, da loja q quiser. Até entendo q uma loja é tão boa qnto a outra, tem sapatos tão bonitos qnto a outra e q para uma mulher pode até ser difícil de resistir. Mas pra mim isso soa como falta de comprometimento da própria empresa. Pq não fazer um acordo maior, com cláusulas q permitem, ou não, a aquisição de outras marcas e quais são essas marcas. Pq não fornecer e transformá-la em uma artista completamente endossada pela marca, com todos os modelos da estação? Pra q abrir esse tipo de brecha? Faltou gestão de marca nesse caso tb.

Na minha visão, isso se assemelha demais com o jogador de futebol q faz o gol e tira a camisa. Entendo, da mesma forma, o momento de alegria, vibração e entusiasmo. Mas imagine o patrocinador q fica “escondido” durante tanto tempo no jogo e, no momento mais importante, com todas as câmeras apontadas, seu direito de aparecer é simplesmente tolhido.

É algo complicado! Precisa de uma sinergia muito boa, uma conversa muito bem pontuada e o envolvimento real para q vc encontre alguém q possa transmitir os valores de sua marca de verdade.

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