Folheando a revista Exame, como é de praxe todos os meses, me deparei com um anúncio da operadora de planos de saúde Medial falando sobre os resultados positivos após ser adquirida pela Amil. Ali também estava apresentada a nova marca da operadora.
No mesmo anúncio explicam que a marca “espelha o ótimo momento da empresa e foi inspirada nos ícones da Medicina e na parceria colaborativa com todos os nossos públicos de relacionamento. Queremos ser vistos como uma empresa mais ágil e mais moderna, uma empresa que seja reconhecida pela sua capacidade de inovar”.
Vamos ser honestos, não dava pra piorar o q tinham antes. Mas já que querem ser reconhecidos como ágeis e modernos, poderiam ter ousado mais. Na minha opinião ficou morno (quase frio), poderia ser muito mais quente – para aproximar-se realmente das pessoas.
Obs: Vale lembrar que não tenho informação de quem foi o responsável pelo projeto. Se alguém souber entre em contato, por favor.
Econtrei esse vídeo ao navegar pelo site Saia do Lugar. Bem objetivo, ele ilustra de forma clara como funciona a comunicação hoje em comparação a outras décadas. Um clique q vale a pena.
Muito bom o tema desse livro de André Beltrão, destinado a falar um pouco de gestão financeira para designers de uma maneira simples. Uma parte importante (basicamente o resultado de tudo) e q muitas vezes é relegado.
“Manual do Freela: Quanto custa meu design?” – André Beltrão (Editora 2AB) – R$29,90 + frete
Famosa por aparecer na apresentação de diversos filmes, a marca agora tem uma linguagem mais próxima do mercado cinematográfico ao simular uma barra de cores. A profundidade é utilizada sem firulas e direto ao ponto – em meu ponto de vista essa é a grande sacada, visto q é uma marca aparece basicamente em meios eletrônicos o q permite mais flexibilidade e ganha muito em movimento.
Falamos aqui no post anterior sobre o amadurecimento da economia brasileira e, consequentemente, dos consumidores também.
Isso me instigou a outra reflexão, entre imagem e realidade. A propaganda de ontem, ainda muito utilizada por aí, trazia diversos adjetivos para jogar a reputação do produto para o alto. Muitos “melhores” e “mais” rondavam-nos diariamente, principalmente nos PDVs. Porém as pessoas buscam cada vez mais pelo q é real. A verdade, independente do q seja, está muito mais fácil de ser alcançada dentro do mundo hiperconectado q vivemos. Não adianta, por mais escondido q algo possa estar sempre terá alguém para encontrar, replicar e criar ruído.
Daí o meu questionamento: será q, independente do apelo, já não passou a hora da comunicação se adequar às pessoas e não esperar pelo contrário?
Essa é uma questão de resposta única há um tempo atrás: “o consumidor brasileiro não gosta de briga entre marcas”. Isso fora tantas vezes repetido q virou verdade.
Depois disso a economia brasileira mudou bastante, está mais sólida e com diversas possibilidades. E nesse momento presenciamos novamente algumas brigas entre marcas em nosso país. As duas maiores acredito q são: Santander/Real x Itaú/Unibanco e Rayovac x Duracell.
A primeira, entre duas das maiores instituições financeiras do país, não tem exatamente uma faísca q indica o início (quem sabe a corrida pela integração durante as fusões). Mas, como mostramos aqui (e tomamos partido), os espanhóis (agora sustentáveis) chamaram o banco dos clãs Setubal e Moreira Salles para o desafio. O Itaú briga com o Bradesco pela liderança do mercado nacional e esse movimento do Santander pode ser para tentar se colocar ali entre eles – ou, numa visão um pouco mais romântica, para mostrar as pessoas q são mais Banco Real q Santander.
Fui pego de surpresa no PDV pelo segundo desafio. Não acreditei na coragem da Rayovac, famosa pelas suas amarelinhas baratas, em partir para cima da Duracell, q se posiciona como a energia mais duradoura (até no nome). Logicamente q a Rayovac não entrou na briga com as amarelinhas, mas com suas alcalinas. O q vai sair daí não sei, mas o movimento parece forte com hotsite no ar, twitter e muita campanha (principalmente no ponto de venda, o momento de decisão da compra).
Percebendo isso e não vendo reações adversas como no passado, passei a refletir sobre a pergunta q está no título: será q o amadurecimento da economia leva ao amadurecimento dos consumidores e, por consequencia, a tolerância aos embates entre marcas no mercado?
A concorrência geralmente beneficia quem consome, então só nos resta assistir.
Certamente a tardia estratégia dos times brasileiros de futebol em criar lojas temáticas traz ótimos resultados. O torcedor apaixonado sempre vai atrás dos produtos oficiais do seu clube de coração e todos realmente gostam de estar em um espaço dedicado somente a ele. É um exemplo de experiência no PDV (quem nunca foi, vale a pena – independente do time q torce).
Agora a resposta da pergunta acima pode ser resumida em uma palavra: POSICIONAMENTO. As lojas tem de estar onde estão os torcedores, portanto as do Timão estão sempre em locais mais populares mesmo (é o time do povo, afinal!), as lojas do Tricolor em pontos nobres (é um time considerado “de elite”) e as do Alviverde dentro do seu reduto (local dos imigrantes italianos), onde tudo (tudo mesmo: bares, casas, etc) é verde.
Está certo q estamos longe das sofisticadas ações de mkt esportivo q acompanhamos nos grandes centros (como USA, Espanha, Itália e Inglaterra), mas já damos passos importantes em direção a uma conduta mais profissional.