Toda empresa q se propõe a realizar consultoria estratégica de marcas sabe q é no ponto de venda onde tudo acontece. Muitas vezes até o primeiro contato com a marca pode acontecer ali (caso da Del Valle, por exemplo).
A valiosa experiência das gôndolas é o q pode empurrar uma marca para o sucesso ou para o abismo do fracasso.
Pois bem, ontem estava de passagem pela loja do Carrefour no Jardins (rua Pamplona) e resolvi dar uma espiada no jogo entre Espanha e Portugal pela Copa do Mundo. Havia muita gente ali com o mesmo intuito. Minha surpresa foi q, além da profusão de marcas e da poluição visual (havia vinho, flores, bandeira do Brasil…), a maioria das TVs estavam conectadas de forma equivocada nas antenas de transmissão, por isso mostravam imagens péssima qualidade. Quem é q vai comprar um modelo onde já viu uma transmissão horrível – nem todo mundo sabe das condições de instalação, afinal.
Dá pra perceber um pouco nessa foto q consegui tirar na hora (do celular, o q não ajuda muito): o modelo da Philips (primeiro da esquerda, acima) era o único visivelmente conectado (antena logo abaixo) e, portanto, com transmissão digital. Os outros estavam todos em analógico (sem comparação!), além dos modelos da Samsung (no canto de cima a direita e logo abaixo) estarem em clara desvantagem pela falta de regulagem (tão escuro q era impossível assistir). Logicamente as pessoas se concentravam no modelo da Philips.
Não estou pedindo pra assistir TV com qualidade nos pontos de venda, mas q as marcas entendam q o cuidado é tão (ou mais) importante ali, na experiência das pessoas com o produto, qnto num anúncio ou filme da campanha publicitária.
Semana passada li uma coluna de Patrícia Marinho no Blue Bus com esse título e fiquei pensando em como isso é verdade não apenas para as redes sociais, mas para tudo q envolve uma marca.
Na sequência, assistindo a algum jogo dessa Copa, me deparei com esse filme do Itaú sobre a mudança de suas agências q me fez ligar uma coisa com outra. Um anúncio desnecessário (desperdício de dinheiro, afinal) para dizer q mudaram as cadeiras e os computadores? Já não bastava aquela “bullshitagem” do Imagine (coitado do Lennon)!
[ATUALIZANDO, 29/06 - 19H58 - FILME ITAÚ "CONSTRUÍNDO"]
Qual não foi minha surpresa qndo ontem, num dos intervalos do jogo do Brasil contra o Chile, vi um anúncio do Santander rebatendo justamente isso, dizendo algo mais ou menos assim: “cadeiras, mesas, caixas, computadores todas agências tem, e as pessoas?”.
Eu, cliente e fã do Real, me torno cada vez mais fã do gigante espanhol. Juro q pensei em mudar de banco com a fusão, mas hj isso nem me passa pela cabeça. Tudo isso pq eles buscam corajosamente mudanças realmente significativas e verdadeiras na atitude da empresa com as pessoas – experiência própria.
[ATUALIZADO 30/06 - 10H55 - FILME SANTANDER "SOZINHO"]
OBS ATUALIZADO: Enfim os dois vídeos encontrados e postados!
Todo mundo q já assistiu a 5 minutos da televisão aberta brasileira já ouviu falar da Tekpix (da Tecnomania) – a câmera fotográfica q “tudo-em-um” anunciada em diversos canais, há muito tempo.
E é justamente isso q me leva a seguinte reflexão: esse “merchan eterno” nos programas mais populares é realmente o melhor negócio do mundo pra construir essa marca?
Projeto da Futurebrand para a Cia Aérea mais famosa dos hermanos.
Ficou muito mais próxima das pessoas, com uma tipografia regular e com curvas utilizando caixa alta e baixa, um azul mais contemporâneo e o símbolo do condor, q volta renovado para a marca.
A aquisição anunciada hoje gerou um fato interessante q pude presenciar e gostaria de compartilhar.
Eu estava no caixa do Drogão qndo uma atendente vira pra outra e diz:
“Olha aqui a mensagem da Drogaria São Paulo”, eu mais q curioso pergunto o q houve. Elas me contam da fusão e me passam uma percepção no mínimo curiosa: “tem q juntar o melhor das duas, no Drogão o atendimento e na São Paulo os preços”. Quem disse q colaboradores q estão lá na ponta do negócio, mesmo longe na hierarquia, não são envolvidos pelos valores das marcas?
Agora, juntar o melhor das duas – seja quais forem as empresas – é dureza! Vamos torcer pelo sucesso!
Não sei se é sustentável, mas é inegável q polêmicas muitas vezes ajudam na lembrança de uma marca.
Caso emblemático dessa Copa do Mundo é a tal da Jabulani, bola oficial do evento fabricada pela Adidas. Diga-se de passagem, o nome é excelente (significa “celebrar” no idioma Zulu).
A percepção dos atletas, no geral nada favoráveis, acabou colando diversos adjetivos na pelota (”bola de mercado”, “veloz”, e o melhor deles, “sobrenatural”) e gerou uma mídia tremenda no momento pré-Copa (portanto sem manchetes, tb).
Acontece q, além de virar hit até na conservadora Rede Globo (a gravação do Cid Moreira é hilária), todos (todos mesmo) narradores chamam a gorduchinha pelo nome. Incrível! Alguém tem dúvida q essa é a bola mais famosa do mundo? Certamente a molecada e os fanáticos por futebol estão loucos por um souvenir como esse. Eu quero tb!