O banco português Activo Bank muda sua identidade, em um projeto ousado da consultoria My Brand – q prepara sua chegada ao Brasil.
Ainda não entendi direito a lógica das mudanças de cor na marca, mas independente disso achei interessante essa flexibilidade – q fica mais evidente nos cartões.
A linguagem com ícones não é algo inovador, mas foi muito bem aplicado. Cria um universo amigável em um ambiente/mercado conservador.
Ao solicitar o delivery, a moeda de R$0,50 vem com um adesivo sugerindo o preço da esfiha. Fora a produção do adesivo, que poderia ser melhor, a idéia é brilhante pois gera lembrança e transmite exatamente o q a marca quer passar. Manter os clientes é mais barato q conseguir novos, afinal.
Um exemplo de q existe inteligência além das mídias tradicionais.
A franquia q talvez tenha de maior sucesso no Brasil evolui para o formato de holding na expectativa de aumentar a abrangência dos negócios. Inicialmente contará com duas empresas: O Boticário e GDKS – unidade de prospecção e novos negócios.
Com ar moderno, a marca é o símbolo do movimento contínuo em direção ao futuro, traz cores vivas e uma tipografia em caixa baixa muito próxima e de bom gosto. Traduz bem a aura empreendedora q já faz parte do DNA dessa empresa. Uma quebra muito grande com a marca já conhecida da franquia.
Seguindo o caminho trilhado por Walmart, Pão de Açúcar, Carrefour, Sams Club, o Assaí, marca “atacarejo” do próprio Grupo Pão de Açúcar, muda sua marca.
Manteve o conceito básico, tagline, cores quentes, as formas ficaram mais definidas. Modernizou a tipografia – até que enfim eliminou aquela Myriad Mistral [valeu, Casemiro!!!]. É uma releitura profissional da marca anterior. O mais legal mesmo foi a adição do acento no nome, facilita a vida das pessoas. Porém, repito o q disse no post anterior, uma mudança de quem não queria mudar muito.
Pessoal, uma série de mudanças de marcas estão acontecendo. Muitas delas não fazem parte da rotina da maioria das pessoas, mas sempre vale conhecer o case como referência.
Fiz uma lista de mudanças postadas no blog BrandNew (by the buddy Armin; uma das maiores referências para o Garimpo), com comentários ligeiros sobre cada uma delas. Let’s go, have fun!
Sem dúvida uma bela evolução. Na minha opinião, o ankh (chave da vida para os antigos egípcios e um dos meus símbolos favoritos) está bem aplicado, a tipografia manuscrita transmite melhor a importância histórica do país e seus monumentos, e a cor azul tira a sensação de “calor desértico” existente antes, além de trazer um tom mais contemporâneo. Pra mim a grande mudança foi o tagline, “nothing compares” não entrega o q realmente é. “Where it all begins” é mais rico em interpretações, pode ser o início da viagem, da África (posição geográfica) ou da civilização. Projeto da JWT Cairo.
Extremamente conservadora a mudança da marca do governo chileno. Aparentemente temporária, a alteração deu-se apenas dois dias depois da posse do novo presidente. Na minha percepção é praticamente um brasão militar, o q já me deixa temeroso pela história recente do país. Todo caso, vamos aguardar se haverá mesmo outra alteração. Enquanto isso os chilenos já satirizam a nova marca, como nesse vídeo “12 things I hate about Government logo”. Projeto da chilena Hambre.
Famosa por seus acessórios para aparelhos Apple, a Griffin traz agora um símbolo q remete a um “arroba” (@), um “G” e, segundo eles mesmos à palavra “GO” (Visa???). Mas a primeira coisa q eu vejo mesmo é o ouvido já q, para mim, a marca é sinônimo de fones. O símbolo, q tb ganhou uma cor mais quente, não lembra Eucatex? Independente do significado, parece uma mudança de quem não queria mudar. Projeto desenvolvido internamente (o q explica muita coisa).
Bem British. Gill Sans, ícone, cores da bandeira. O mais legal mesmo foi mudar o nome de BNSC para UK SPACE AGENCY. Projeto da britânica Folio Creative (q tem o logo parecidíssimo com o usado no Movimento Cyan).
Já faz algum tempo q estou postergando uma publicação sobre esse tema. Posts atrás falamos sobre a relação entre as pessoas e as marcas. Agora, motivado pela matéria de capa da revista Exame dessa quinzena, farei minha versão para esse fator tão delicado.
Não é novidade q, em tempos q as pessoas vivem interconectadas, não dá mais pra correr o risco de errar no atendimento ao cliente. Em poucas horas (ou minutos), existirá uma comunidade para deflagrar o ódio à sua empresa – q causará, no mínimo, uma baita dor de cabeça.
Existem diversos motivos para isso acontecer, mas acredito q um dos maiores deles é a falta de envolvimento das pessoas q tem contato com o público. Sim, as empresas precisam de alguém para representá-las (afinal NÃO SÃO pessoas), e essa seleção nem sempre é valorizada ou conduzida de forma adequada. Pensem no perigo: ao contratar um vendedor, a loja está chancelando q aquela pessoa será sua entidade física durante uma determinada jornada. É algo quase espiritual, praticamente uma incorporação. Eu acho extremamente complexo. O mesmo ocorre com os mal falados call centers: é mesmo possível terceirizar sua voz com as pessoas? Distantes e desapegados, essas pessoas conseguirão traduzir tudo q sua marca prega?
Todos temos dias ruins. É compreensível. Mas as pessoas q procuram as empresas/produtos não querem saber disso. E elas tem razão. Algumas experiências q presenciei (todo mundo tem uma pra contar) são de arrepiar gestores de marca. Desde um profissional de TI q abordava seus colegas chamando-os de fraudulentos até a falta de comunicação em uma imobiliária q gerou um preço acima do valor previsto para seus clientes. E não é q tudo poderia ser resolvido numa simples conversa? Mas as empresas não se preocupam em envolver as pessoas, para q se sintam parte de algo maior.
Ao trazê-la para o núcleo dos negócios, marca tem força para ser um catalisador disso. É o elemento q pode (e deve) ser utilizado para sensibilizar os colaboradores. Não dá para criar comitês, discutir pesquisas e ficar girando em torno do problema sem resolução. Tem q agir. A Telefônica e seu Speedy, por exemplo, acham q agiram, mas o estrago já estava feito. Alguém aí tem coragem de comprar algum produto deles? Eu não.
O livro não é novidade (2006), mas com temas (ainda) atuais. Muito interessante a forma como aborda o branding, a imagem e a cultura corporativa. Fica a dica!
Em uma das minhas visitas ao blog Jogo da Velha, do caríssimo Mr. Winnig, encontrei esse vídeo feito pela famosa consultoria Trendwatching sobre o sentimento das pessoas em relação às marcas.
Fala-se muito em amar marcas, seguir marcas, adorar marcas. Acontece q as pessoas não amam marcas, elas apenas se identificam com o q elas oferecem. Pessoas amam seus companheiros, filhos, pais. Pessoas amam pessoas. A tão citada Apple, por exemplo, é admirada pela simplicidade desenvolvida na tecnologia de seus produtos. Isso não impede q as pessoas q dizem ser seguidoras da “mação de Cupertino” comprar um Lenovo, por exemplo.
Tá certo q as marcas são feitas por pessoas, empresas são feitas por pessoas. Apesar de sugerirem uma personalidade, elas não SÃO pessoas. Eu não atingirei um funcionário do Burger King pq acho mais saudável comer no Subway, por exemplo. As pessoas constituem empresas buscando basicamente seus sonhos pessoais – qndo isso se distancia, procuram algo q façam-nas retornar ao caminho. É uma relação diferente a q flui entre marcas e pessoas.
As pessoas consideram as marcas mais de uma vez pq, além da identificação, ela consegue entregar os benefícios procurados. A Zara, por exemplo, dá acesso às tendências mundiais da moda com roupas de qualidade razoável e preços permissivos. Quem espera uma confecção exclusiva e de excelente qualidade irá procurar (e pagar) por uma marca de alta costura, por exemplo.
A gestão da marca deve primar pela autenticidade. Sempre teve. Mas atualmente, com mais e mais facilidade de acessar informações a toda hora, em qualquer lugar, essa sinceridade é um atributo q deve estar no cerne das companhias.
“Miguézinhos”, mentirinhas e “João-sem-braço” são tão anos 80, não?!
Nunca entendi direito o negócio do Sam’s Club. É um clube de compra, paga-se uma mensalidade para ter acesso às ofertas.
Pois bem, eis q agora eles mudam sua marca. Como parte do grupo do Walmart, percebe-se uma aura americana muito forte em toda sua comunicação. Na marca nem poderia ser diferente.
A antiga é praticamente um modelo clássico do varejo popular norte-americano. Suas diversas formas e cores pedem muita atenção. A grande mudança da nova é justamente o fim desses elementos gritantes. Tudo o q era “torto” ficou reto, a marca ganhou cores mais corporativas e uma fonte serifada, menos pesada. Talvez vislumbrando aproximar-se mais dos clubes q do varejo.
Bom, mudar mudou. E só. Pra mim ficou até um pouco pior, mas talvez seja uma questão de costume. Mas q dói no coração ver uma baita oportunidade dessas perdidas, ah isso dói.