Navengando pelo Blue Bus encontrei esse texto da minha amiga Tânia Savaget, da Tátil. Uma das mais brilhantes estrategistas de marca, na minha opinião.
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Mulheres, desde sempre, têm uma relaçao íntima e complexa com seus cabelos. Chamados de “moldura do rosto” – esta expressão é antiiiga – os cabelos falam muito sobre cada uma de nós. Por isto a gente corta, pinta, enrola, alisa, hidrata, faz chapinha, acerta, erra, se arrepende, chora e escolhe o xampu com muito cuidado.
Só que esta tarefa está cada vez mais complicada. Os antigos oleosos, normais e secos sao coisa do passado. Os rótulos de hoje sao bem mais complexos – Limpeza profunda, Efeito anti-frizz, Doador de Brilho… Outro dia, olhando uma gôndola, um chegou a falar comigo, juro – Seu cabelo está com um aspecto estressado? Pois o rótulo era uma pergunta!
Reuni um grupo de mulheres para um bate papo informal, que confirmou algumas pesquisas. Frascos transparentes sao xampus que limpam, mas podem ressecar. Frascos foscos nao limpam tanto, mas devem ser cremosos. Cor demais parece artificial. Embalagens diferentes despertam nossa vontade de experimentar. Fazemos rodízio de marcas porque acreditamos que “o cabelo acostuma”. Boas dicas para as empresas que desenvolvem esta categoria ;- ).
Já declarei outras vezes o q acho desses rankings, mas vamos lá.
Segundo a metodologia da Brand Finance, a rede de varejo americana ocupa o top das marcas globais pelo segundo ano consecutivo (avaliada em US$ 41, 4 bi). Seguida do Google (US$ 36,2bi), Coca Cola, IBM e Microsoft (!).
Entre as marcas brasileiras, o Bradesco foi o mais bem colocado – 42° lugar, avaliado em US$13,2 bi. As outras são: Banco Itaú (115º), Banco do Brasil (117º lugar), Petrobrás (147º), Oi (196º), Vivo (194º), Gerdau (437 º) e Vale (486º).
Esse é o filhote da guerra entre o Google e a ditadura chinesa, o Gooje.
Uma versão simpática, porém mutante, da marca mais (!) famosa da internet.
Ao ver isso, lembrei-me de uma feira de produtos industriais q visitei a alguns anos aqui em Sampa. Na época, me chamou muito a atenção q no stand das empresas chinesas não havia marcas, o q é normal para uma economia emergente e teoricamente fora do capitalismo. Tudo isso me faz concretizar uma reflexão, os chineses estão seguindo os mesmos passos dos japoneses (copiam primeiro para aprender a fazer, depois fazem melhor). Enqto isso sobra oportunidades para desmatar a mata virgem da cultura de marcas lá. Alguém aí sabe falar branding em mandarim?
Particularmente estou obcecado por design thinking, principalmente após ler o livro “Gestão Estratégica do Design” (e tb por estar de saco cheio da mesmice).
Eis q encontro no Update or Die um vídeo, indicado por James Scavone, q pode ser um bom exemplo disso. Espero q curtam e inspirem-se.