O maior provedor de TV a cabo, internet e telefone do país altera sua marca.
A percepção inicial é a diminuição dos efeitos de volume e degradê (e dos tons hansdonianos) na palavra NET, o q a deixou em um formato retilíneo. Mais sóbrio, na minha opinião. As letras “N” e “T” ganharam uma leve curva – a primeira na parte superior, a segunda na parte inferior. A assinatura do posicionamento de comunicação (não é possível q eles acreditem q esse é o posicionamento da marca) continua junto do logo, porém com uma tipografia mais aberta e próxima – ainda q em caixa alta.
Em linhas gerais, eu gostei. Achei uma solução interessante de simplificação de marca.
Ainda não tenho muitas informações sobre o projeto. Peço a quem saiba mais, entre em contato.
O que podemos perceber no primeiro impacto é a alteração do reconhecido ícone e tb a mudança de cor.
Acho q ficou mais próximo da proposta do produto. E, por ser de tecnologia, bem ligado ao setor de atuação.
Não sei se a tipografia mudou, pois não encontrei o logo antigo completo. Mas o importante é q agora eles utilizam uma assinatura: “be free”.
Interessante o conceito de “ser livre” para navegar onde quiser, traz uma sensação de segurança, na minha visão. Meio propaganda de absorvente, mas bacana. Não sei o q os designers acham da tipografia utilizada na assinatura. Eu estranhei no começo, mas analisando bem talvez seja um bom contraponto com a tipografia do nome.
Gostaria de aproveitar o espaço para fazer duas sugestões para a biblioteca de vocês.
1) Gestão Estratégica do Design – Como um ótimo design fará as pessoas amarem sua empresa (Stewart Emery, Robert Brunner)
Esse livro eu encontrei por acaso na Laselva em Congonhas. Aborda o design como foco principal dentro dos negócios e a importância de utilizá-lo como parte estratégica da cultura corporativa. Apesar dos autores ilustrarem com cases antigos (na minha opinião), o conteúdo é bastante interessante.
2) A lógica do consumo (Martin Lindstrom)
Aqui o autor, conhecido tb pelo livro Brand Sense, apresenta o impacto q as diversas formas de promoção geram na cabeça do consumidor, utilizando estudos de neuromarketing para desfazer umas “eternas verdades”.
Eu acredito q, muito mais do q saber de Aaker e Kotler, o q forma um profissional com foco em marcas de verdade é a multidisciplinaridade. Por isso acho muito mais rico buscar assuntos ligados a filosofia, antropologia, psicologia, sociologia, entre outros, do que ficar bitolado apenas em livros técnicos ou de metodologia. Afinal, como pensar uma marca sem entender as pessoas?
O mais famoso bureau de programas para edição de documentos corporativos ganha uma nova marca em sua nova versão.
Não é uma alteração tão grande qnto merecia. Simplificou o símbolo das janelas (ou setas apontando sua multidisciplinaridade) e alterou suavemente a tipografia, q só é possível ver nas ligaturas das entre as letras “F e T”, na palavra Microsoft, e “F”, na palavra Office.
Tomei um susto com os ícones, q, em minha opinião, sofreram um lamentável processo de involução. Não acho q eram bons, mas pioraram.
Ícones do Office 2007
Ícones Office 2010
Enfim, infelizmente é isso o q vc verá em pouco tempo na tela de seu computador. Mais uma oportunidade desperdiçada de criar uma identidade visual acessível e amigável.
Já declarei diversas vezes q sou fã do trabalho da Saffron. Volto a afirmar q são, em minha humilde opinião, a empresa de branding mais inspiradora e audaciosa da atualidade.
Esse trabalho, desenvolvido pela empresa inglesa do pioneiro Wally Olins, mostra muito bem pq insisto em enchê-los de adjetivos.
O projeto da BBVA, instituição financeira espanhola, tinha como objetivo adaptar os novos cartões de crédito às suas necessidades, simplificando a oferta com soluções eficientes.
Desconheço o mercado espanhol de cartões, mas, segundo a consultoria, é altamente competitivo e onde a BBVA cresceu demais seu portfólio, com ofertas difíceis para o cliente entender. A partir do diagnóstico, essa oferta complexa foi repensada. E resultou em 4 cartões, categorizados em pré-pago, débito, crédito e rotativo.
Baseados no dinamismo q o sistema proporciona e para facilitar o entendimento, foram criados 4 símbolos associados ao momento do pagamento: Antes, Ahora, Después, A tu ritmo.
A identidade visual dos cartões ficou muito interessante, criando um modelo q quebra os padrões tradicionais do mercado espanhol.
A linha de cartões Blue, voltada a jovens, ganhou uma identidade mais próxima ao trazer fotos de pessoas em movimentos.
Enfim, um projeto show q envolve um pensamento estratégico interessante.
Espero q sirva de inspiração para muitas consultorias q (ainda) tanto temem a ousadia.
A secular fabricante de automóveis faz uma evolução em sua marca. Sutil, é verdade, mas considerando sua longevidade e importância é um grande movimento.
O projeto, realizado pela francesa BETC Design, faz somente uma releitura mais contemporânea do característico leão, tirando a língua (meio medieval) e simplificando os traços. A grande mudança aparece na tipografia. E nesse elemento eu, particularmente, acho q acertaram em cheio. Principalmente pela aposta na assimetria e nos cantos arredondados. Utilizaram uma letra com formas mais proprietárias e com mais arejamento entre as letras, alinhada à usada na marca Citroën (empresa que faz parte do mesmo grupo). As curvas deixaram-nas mais próximas, apesar de ainda em caixa alta. A cor azul ficou mais escuro, mais sóbria.
Mais importante q tudo isso, na minha opinião, é a adoção da assinatura “Motion and Emotion” (vale a visita para entender melhor) juntamente com a marca. Esse conceito de mobilidade e emoção (não rima em português) é bem forte. Talvez a francesa tenha sido a empresa do setor automobilístico a conseguir trazer algo tão interessante para seu negócio, sua marca e sua comunicação ultimamente.
Produziram um vídeo sobre da nova marca. Meio “Hans Donner”, mas interessante de ver.
Tudo isso já em campanha publicitária, como vt abaixo: