Duas empresas fizeram uma mudança silenciosa, mas interessante, de suas marcas.
A rede de fast food Spoleto, famosa por suas massas customizadas, trouxe para o logo a característica frigideira q os chefs usam para preparar os pratos. Interessante. Foi uma evolução suave desenvolvida pela carioca Packaging Brands.
Marca antiga
Nova marca
A tradicional fabricante de meias Lupo trouxe para sua marca, aparentemente, o formato da meia. Essa mudança acontece exatamente no momento em q a empresa começa a investir em materiais esportivos. Acho q a marca deu uma boa revitalizada, mas talvez nem precisasse tanto. Ainda não tenho informação da empresa responsável pelo projeto. Caso eu encontre, atualizarei o post. [ATUALIZAÇÃO 07/01/2010, 09h55: o projeto da Lupo foi feito pela G2 Brasil, informação do blog Comunicadores]
Marca antiga
Nova marca
Não consegui detectar nenhuma mudança de posicionamento. Isso só veremos com o tempo e a experiência da marca. Como já disse várias vezes, não pode apenas ser uma simples alteração da identidade visual, tudo isso deve vir envolvido por uma mudança de atitude.
Muito bom esse trabalho para a rede americana de restaurantes Chipotle. O projeto da Sequence traz mensagens escritas a mão por clientes, funcionários e até nome de ingredientes. Interessante.
Um novo nome e uma nova marca. É assim q a (agora extinta) Visanet entra no mercado de operações de crédito. Antes reconhecida pela prestação de serviço para a bandeira Visa, agora posiciona-se para brigar no mercado com a portabilidade das operações. E é um posicionamento ousado: “o céu é o limite”.
A mudança de nome foi providencial e, a partir da estratégia da marca, muito bem criado. Simpático. Redecard é mais concreto, Cielo bem mais abstrato. (ATUALIZAÇÃO: 23/11 – 17H47 >> “Cielo”: céu em italiano).
Na minha opinião, a nova marca ficou interessante, muito focada, porém, na questão da tecnologia. Poderia ser um pouco mais envolvente e próxima, já q estamos falando de uma experiência para o ponto de venda. Mas fica evidente o movimento, o ciclo q é o varejo.
Um bom trabalho da Future Brand, já na mídia em campanha criada pela Y&R.
A AOL (America On Line) lança a nova marca – a partir da separação com a Time-Warner.
Feita pela Wolf Olins, a nova identidade é mais envolvente e próxima das pessoas. Interage com imagens em uma linguagem contemporânea.
Esperamos q a estratégia do negócio tb siga essa flexibilidade e não sofra com os mesmos problemas do passado. A empresa é uma das mais lembradas quando falamos da “bolha da internet”, no Brasil não conseguiu efetivar suas entregas e tem uma percepção muito ruim. Tomara q, juntamente com o novo logo, venha a mudança de atitude.
A empresa espanhola anunciou q adotará, a partir de 2010, o nome já utilizado em alguns países do mundo, Movistar. No Brasil, a mudança será somente a partir de 2011.
Fora o alinhamento global da marca, acredito q com um nome mais abstrato será possível desfazer algumas percepções ruins, além da possibilidade de trabalhar novos conceitos. Telefónica ainda é sinônimo de monopólio e carrega um pesado ranço de ex-estatal. Nesse processo tb deve ser incluída a marca TVA, q provavelmente será transformada em Movistar.
Na minha opinião, a empresa demorou muito para realizar alguma mudança. Esperamos q essa não seja apenas uma alteração de nome e logo, mas tb dos processos e do relacionamento com as pessoas. Uma mudança de atitude e filosofia é o q desejamos.
Lá vamos nós mexer novamente em velharia. Teste cego já foi feito, usado, reutilizado, reciclado e nunca deu certo. Nunca. A Coca Cola sabe bem disso ao acreditar nesse tipo de amostragem para criar um fracasso chamado New Coke (sim, no teste cego deu Pepsi). E agora a Kaiser ressuscita essa fórmula.
Antes de mais nada precisamos dizer q, um produto não é feito apenas do próprio componente (no caso da cerveja, não é apenas o líquido q importa). Precisamos levar em conta fatores q são subjetivos, mas determinantes para experiência de marca, como a embalagem, a comunicação, o logo, o ponto de venda e principalmente (e aí uma variável meio incontrolável) o contexto em q a pessoa se relaciona com o produto. Não estou dizendo q um produto bom não faz diferença, claro q faz! O q eu quero deixar claro é q a percepção, nesse caso, está muito além disso.
Com isso na mesa, como é q vamos acreditar num teste cego feito num momento de sazonalidade (verão e festas; vai ser muito fácil justificar q a campanha deu resultado nas vendas!) e sem levar em conta esses fatores já expostos aqui (q fazem q o teste não seja nem turvo, quanto mais cego)?
Um lamentável apelo da propaganda para dissimulação. Pq não canalizar esforços (e investimento) para construir os atributos reais dessa marca?