Evian by Paul Smith

Posted on setembro 23rd, 2009

A Evian, marca francesa de água mineral, dá continuidade à tendência de trazer designers de moda para criação de mais um modelo exclusivo de embalagem – magníficas, por sinal. Desta vez realizada pelo inglês Paul Smith.

Essa tradição da Evian trazer nomes famosos da moda para confecção de modelos exclusivos de garrafas iniciou em 2008 com o modelo criado por Christian Lacroix, e seguiu em 2009, por Jean Paul Gaultier.

evian bottles

Via Lovely Package.

Sobre o post anterior

Posted on setembro 23rd, 2009

Recebi um email interessante, como sempre, do grande pensador e amigo (não necessariamente nessa ordem) Rafa Campoy, do blog Outra Janela, sobre o assunto.

De: Rafa Campoy
Enviada em: terça-feira, 22 de setembro de 2009 15:40
Para: Henrique Gomes
Assunto: pra que apelar?

Pra que apelar?

Um comentário:

Acredito que a decisão de quem faz essa segmentação na comunicação das marcas (coisa para rico ou coisa para pobre) passa por um aspecto ainda muito presente em nossa cultura: a divisão de classes sociais. As pessoas que constróem e aprovam esse tipo de estratégia vêm de uma geração que foi educada por princípios que valorizavam a distinção de classes e por valores que enalteciam a riqueza material, a competitividade e a satisfação imediata – o sonho americano.

Pessoas que hoje entraram (por conveniência) na onda da sustentabilidade. Mas como imaginar um mundo sustentável promovendo a divisão de classes? O mundo é um ente orgânico, suas relações naturais são inseparáveis. Assim somos nós, seres humanos, indivíduos cuja identidade não É, nem ESTÁ, mas faz parte de um aparato social representado por um VIR-A-SER. Por isso, fortalecer a distinção entre quem tem mais e menos dinheiro não é uma atitude sustentável, sobretudo porque não promove a independência de quem tem menos, pelo contrário, somente fortalece a dependência, a degradação do ser e a desigualdade econômica e social.

Pra que apelar? Pra reforçar velhos vícios (insustentáveis). Pra manter o status quo de uma minoria.

Pra que apelar?

Posted on setembro 22nd, 2009

Quem foi que inventou que pessoas com menor poder aquisitivo são obrigadas a interagir apenas com produtos e/ou marcas de baixa qualidade?

Ver que a propaganda (ainda!) utiliza isso como verdade é assustador. Não importa (acredito q nunca importou) quem terá contato com um produto (leia-se serviço tb), ele precisa ser bem projetado, com uma marca e um posicionamento relevante para o público, uma experiência de marca envolvente e ter uma comunicação atraente, que consiga expor os atributos. Eu humildemente acho q nenhum ponto citado nesse parágrafo refere-se a coisas ruins, de má qualidade ou mal feitas.

Assistimos hoje a ascensão (mais que declarada na imprensa) da chamada “classe C”. Graças ao crescimento e fortalecimento econômico do nosso país, vivemos um momento onde o poder de compra está disponível – financiamento e crédito fácil ajudam muito isso – praticamente para quem quiser. Várias empresas apostam na manutenção de sua principal marca e na criação de uma marca mais popular, com preço mais competitivo no varejo. A Whirlpool faz isso com a Cônsul, as multimarcas Unilever e Procter tb tem as suas, como Brilhante e Pop no segmento de sabão em pó, por exemplo. As grandes empresas do setor imobiliário utilizaram esse formato, a Cyrela criou a Living e a Gafisa adquiriu a Tenda, para atender essa importante demanda. Até a Fiat declara ter a intenção de lançar uma marca com esse foco.

As grandes redes de varejo são os maiores exemplos da tosquice na hora de falar com quem mais interessa. Não dá pra falar que é agradável para quem está na frente da TV, sem distinção, assistir entre seus programas prediletos: “o preço melhor ninguém faz”, ou as redes de supermercados com aquelas imagens de carne crua (e tablóides que invadem as varandas – Panfletagem Não!), ou ainda o visionário octogenário Samuel Klein fora do seu merecido descanso. E o que são aqueles benditos merchandising em programas de auditório? E as propagandas de tratamento odontológico? Entre tantas outras coisas, como a própria programação da TV e as revistas entupidas de anúncios.

A maioria disso tudo não tem como base uma construção sustentável de marca, com uma plataforma relevante e atributos que estão no DNA para reger todos os pontos de contato da marca. Pelo contrário, é a busca pelo efeito imediato. Pela venda já. “É só amanhã mesmo!”. É como construir uma casa sem alicerce, tende sempre a cair.

É importante ressaltar que no contexto atual do mercado temos mais pessoas consumindo mais. E voltamos justamente ao cerne da questão: se são realmente tão importantes, porque oferecê-los produtos, marcas e, principalmente, uma comunicação de baixa qualidade?

É possível uma marca popular não ser popularesca. É possível não gritar na guerra da concorrência, e ser competitivo. As lojas de departamento, como C&A e Renner, iniciaram essa caminhada. Já notaram q estão em um universo onde todos tem acesso às últimas tendências. A espanhola Zara ganhou notoriedade justamente por dar, a preços razoáveis, acesso ao mundo da moda. No meio de tantas possibilidades, pra que apelar?

Artigo publicado na Gazeta de Ribeirão

Posted on setembro 21st, 2009

É com imensa alegria que recebi a notícia que o artigo “O caso Piquet e a Renault” foi publicado na Gazeta de Ribeirão desse domingo.

Isso me motiva ainda mais a garimpar e disponibilizar grandes idéias e minhas opiniões.

Agradecimento ao meu grande brother Jean “Mirim” Rodrigues que encontrou, avisou, escaneou e enviou-me o artigo.

Arroz de pato

Posted on setembro 15th, 2009

Não, não estamos falando de culinária. Falamos de um produto improvável: arroz de pato – não entendi direito se é alimentação para o animal ou para uso doméstico. Mas isso nem vem ao caso. Falamos de um produto q muitas vezes seria visto como sem necessidade de um esforço de marca ou comunicação. A empresa que produz tb vem de um país fora do circuito conhecido: Vietnã. E o que temos é um resultado fantástico na concepção da embalagem.

Perceba que a tipografia forma um pato. Uma equação nada convencional (produto x local) com um resultado magnífico.

Um exemplo (principalmente para o mercado nacional) de q é necessário acreditar, sempre surpreender e que a oportunidade depende mais da gente do que de outros fatores. Parabéns ao designer Scott Lambert pelo belíssimo projeto.

Via Lovely Package.

Alteração na identidade do blog

Posted on setembro 15th, 2009

A partir de hoje inicio a busca por uma personalidade que seja o reflexo do que  o Garimpo de Idéias realmente é.

O primeiro passo será o ajuste da linguagem verbal. As palavras público, consumidores, clientes, serão substituídas pela palavra pessoa; os termos funcionário e empregado serão alteradas para colaborador. O objetivo é aproximar o blog das pessoas. O excesso de “brandês” e termos em inglês será evitado, com o objetivo de simplificar a linguagem e quem sabe levar o conhecimento para além dos profissionais e estudantes desse mercado.

Paralelo a isso iniciaremos estudos para a linguagem visual que, em breve, colocaremos no ar.

Precisamos lembrar que, assim como as marcas, esse canal de comunicação tb é orgânico e precisa estar sempre em evolução.

Vamos que vamos.

Uma marca não mantém um produto duvidoso

Posted on setembro 14th, 2009

Não sei se alguém tem dúvida disso. Uma marca pode ter um bom posicionamento, uma identidade corporativa inspiradora e relevante, uma comunicação que consegue entregar todos atributos, mas se não tiver um bom produto não adianta. As pessoas não querem saber de produtos ruins.

Temos vários exemplos e o q me fez escrever sobre isso foi justamente uma das marcas que me dá mais calafrios, a Fokker.

A empresa, pioneira da indústria aeronáutica, construiu aviões para a 1ª Guerra Mundial. Ficou famosa pelo modelo DR1, com metralhadoras frontais – tendo o lendário Barão Vermelho como piloto.

Porém, a percepção que todos temos sobre a marca ainda é de tristeza. E de acidentes causados a partir de falha mecânica. Um acidente aéreo desgasta não apenas a imagem da fabricante da aeronave, mas também da companhia aérea, do governo local e (pq não?) da classe de pilotos e comandantes.

A TAM, companhia que utilizava os modelos da empresa holandesa, trocou toda sua frota a partir dos acontecimentos trágicos. Hoje, no Brasil, a Ocean Air utiliza o Fokker 100 em seus trechos.

E justamente hoje um avião Fokker 100 realizou um pouso de emergência na cidade alemã de Stuttgart. Mais uma ocorrência com aviões da marca, adquirida pela Stork em 1996.

Na minha humilde opinião, ao perceber o problema, a empresa deveria ter recolhido de circulação (ou substituído) os modelos. O que evitaria mais desgaste para a marca e menos perigo para a humanidade. O q (acredito eu) poderia resgatar um pouco de seu prestígio.

Existem vários exemplos de produtos que prometeram, não entregaram e comprometeram sua marca. Me lembro de alguns exemplos no Brasil como Seven Up, Cherry Coke, KFC, entre outras.

Premissa básica: um produto q não entregue (a marca sozinha não fará isso) está fadado ao fracasso. Da mesma forma q um produto não sobrevive sem uma marca relevante, uma marca não sobrevive sem um bom produto.

Memorial 11 de Setembro

Posted on setembro 14th, 2009

O Memorial 11 de Setembro (National September 11 Memorial & Museum at the World Trade Center) simplificou o nome e mudou a marca.

Agora utiliza apenas a data (em formato americano), seguido do descritivo: 9/11 Memorial.

Acredito que da forma que os New Yorkers já tinham-no apelidado.

Trabalho da Landor NY. Via Brand New.

Como o Caso Piquet arranha a imagem da Renault

Posted on setembro 11th, 2009

As grandes marcas investem um caminhão de dinheiro para exposição nas temporadas da Fórmula 1. A maioria delas ligadas ao automobilismo, como um apelo de desempenho para seus modelos que são comercializado para o grande público. E temos grandes casos que deram certo. A Ferrari construiu grande parte de sua reputação com os famosos carros vermelhos, tantas vezes velozes e muitas vezes campeões. Fangio, Prost, Schumacher são alguns dos grandes nomes também construídos à sombra da escuderia. Hoje a marca de carros é sinônimo de status e desempenho. Ter uma Ferrari não é pra qualquer um. A percepção para quem tem uma é pilotar máquinas já conduzidas por esses grandes esportistas.

A Bridgestone também é um exemplo de marca que usou a categoria para alavancar sua percepção de valor para além do Japão. Apareceu muito durante a guerra de pneus com a Michelin. Levou a melhor ao ser associada com a campeã Ferrari (leia-se Schumacher tb) e tornou-se fornecedora exclusiva até 2010. Tudo isso sempre reflete em suas ações com o público final. Afinal, quem não quer usar o pneu campeão de uma das mais importantes categorias do automobilismo?

São diversas marcas que utilizam o universo da F1 para reforçar sua personalidade. Alguns exemplos são a Marlboro (quando era permitido), a Mercedes na McLaren, a Shell junto à Ferrari, a Petrobras como fornecedora da Willians (era impossível não enxergar o mecânico com macacão verde e amarelo durante o reabastecimento), entre outras.

Outro fator importante nesse tipo de apoio é a ligação da marca à nacionalidade dos pilotos e/ou equipes. O Santander, banco Espanhol, patrocina o Fernando Alonso. O Banco Nacional patrocinou Senna durante muito tempo. Vodafone patrocina a também britânica McLaren. Também tem as escuderias com nome da própria marca, como a Red Bull e a Toyota por exemplo.

Tracei todo esse cenário para deixar claro como a (ainda) suposta batida solicitada pela equipe ao piloto Nelsinho Piquet afeta a marca da Escuderia e, consequentemente, a fabricante de automóveis. Da mesma forma que a exposição na categoria automobilística ajuda a construir atributos (como quando foram campeões com Fernando Alonso), um erro como esse mancha toda ação. Como é possível convencer alguém investir seu suado dinheirinho em um carro cuja marca utiliza subterfúgios ilícitos para favorecer um de seus pilotos?

Como acabar com a personalidade da identidade corporativa

Posted on setembro 10th, 2009

Dois exemplos que não precisavam ser alterados dessa forma. Tentativas de evolução onde as marcas ficaram sem personalidade.

Via Brand New.

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